"and damn my education, i can't find no words to say about the things that goes in my mind"
E é com uma frase quase de efeito que a gente tenta começar. Começar o que em uma hipótese qualquer, seria um texto que ajudaria a me sentir melhor, mas que todos nós sabemos que não vai mudar o sentimento de lugar (não era pra rimar, sempre soa brega).
É uma causa perdida pra mim, começar o texto com alguma intenção. Ele vai escolher outros caminhos por si só, pegar atalhos. Ou talvez uma estrada tão longa, que ele não conseguirá continuar. E na pior da hipóteses, ele talvez se perca.
Por enquanto, admitamos assim: isso ainda não é um texto.
Mas tudo começa(sempre começa) com algo causando alguma coisa. Por enquanto não sei por quais palavras substituir, mas a sensação eu consigo descrever: é como se milhões de borboletas que habitam(e sempre habitaram) meu estômago tentassem sair de lá. Explodir. Voar! Mas não são só as borboletas, meu coração iria junto, se pudesse. E acho que por estar assim, cansado de bater no mesmo lugar de sempre, do mesmo lado esquerdo, fazendo o mesmo sangue circular que ele iria.
Meu coração aspira novidade. O de todos nós, eu acredito.
Por não dar o que o coração precisa, a gente paga um preço. E pra ser bem sincera, cansei de pagar. Acho que está na hora de atender o coração, pra que, pelo menos uma vez, seja ele que pague por alguma coisa.
ps.: eu adoro umas metalinguagens, né? sempre fico falando nos textos sobre textos. whatever.
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