quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Quer dizer,

É complicado quando depois de dezenas de tentativas, você percebe que não tem nada a dizer, ou sei lá, tem, mas não sabe como. Pra gente que não tem nada a dizer, eu recomendo que cale a boca. Pra quem apenas não sabe como dizer, eu recomendo música. Você nem precisa dizer nada. Só ouvir. Ouvir a si mesmo na voz de outra pessoa enquanto olha pro teto. É engraçado como uma pessoa pode dizer tanto, e tão bem de você, sem nem te conhecer.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Rock capitalista

Sabe aquele desejo consumista que vez ou outra vem te importunar? Às vezes é por algo inútil, útil, bonitinho, portátil, versátil... de qualquer modo, você quer, precisa, não conseguirá viver sem alguma coisa que você viu numa vitrine. Ou em um site.
Vagando por blogs descubro a coisa mais maravilhosa que uma banda já fez pelos seus fãs:

Um box do AC/DC, Backtracks, edição limitada. Em forma de amplificador que funciona mesmo! E com 3 CDs, 2 DVDs, um LP de raridades e um livro muito bem produzido de 164 páginas com imagens que marcaram a carreira da banda. O item de colecionador só pode ser encontrado na internet e custa R$833,69. (Fiquei sabendo no Figurama)

Até eu, que não sou uma grande fã, estou babando por um desses.
Aah, pronto desabafei (: me sinto muito melhor agora.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Aquele sobre a tara

Porque né, alguém precisa postar. E eu, que não escrevo nada há muito (muito) tempo, vou tentar. O assunto será o que me vier na cabeça neste exato momento. Ainda não veio nada. Pronto, agora sim. Eu sempre tive essas obsessões passageiras. De repente eu fico com uma fixação totalmente irracional (se é que existe fixação racional) por alguma coisa. Qualquer coisa. Um autor, um jogo, uma comida (aquelas duas semanas comendo casadinhos todos os dias não me fizeram bem), uma banda, um cantor, um cantor! Eirik Glambek Bøe. Eu ouço Kings of Convenience vinte e quatro horas por dia e não consigo parar de pensar nele. Vejo clipes no youtube e me derreto. Ele é uma delícia, e não me faz engordar como os casadinhos. Também tem o biscoito passatempo, que têm sido um problema (apenas para o meu pai). Eu sei que o meu pai me ama, porque ele nunca esquece o meu passatempo. Como em segundos. Espero que isso não me tire muitos dias de vida. Isso me faz pensar numa coisa. É nesse ponto que as obsessões podem ser fatais. Morro de curiosidade de fumar um cigarro, mas temo que um trago me deixe irremediavelmente viciado. Ou talvez siga a mesma linha dos meus outros vícios: Dá e passa. Nunca chego a nenhuma conclusão.
Não vou terminar esse texto perguntando “e aí, quais são as suas obsessões?”. Já perguntei, mas encarem como uma pergunta retórica.