sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Conseqüências de novembro


Sabe, acho que tive uma epifania e não soube. Ou talvez não fosse, não era epifania que se valha, mas foi a maior elevação espiritual que tive. Pelo menos acho que foi isso. Tudo que sei é que não sei de mais nada. Deixei de pensar um pouco no meu futuro pra apreciar mais o agora, que eu venho deixando tão de lado. Uma ação altruísta pra variar. Ano que vem vai ser tudo tão diferente, tudo a que estou acostumada (e bem acomodada, obrigada) vai se transformar em algo novo para eu me acostumar (e me acomodar, muito obrigada). Quem sabe se eu vou ter 5 furos na orelha e cabelo loiro ou se só usarei cabelo preso devido ao excesso de trabalho e horas na frente do computador? Talvez eu quebre um braço tentando equilibrar uma câmera fotográfica em algum cantinho inóspito de uma árvore ou terei a pele mais branca que a neve por não sair da faculdade. De qualquer jeito, isso fica pro ano que vem.

Melhor eu aproveitar bem as minhas amizades agora, antes que o futuro nos alcance.

domingo, 8 de novembro de 2009

Uma viagem ao asteróide B612

Quase todo mundo conhece (ou pelo menos já ouviu falar) da história do menino curioso que deixou para trás seu pequeno planeta, com dois vulcões e uma rosa muito especial, e aprendeu várias lições ao longo dos locais que visitou.

Um dos livros mais famosos do mundo, lido e interpretado por crianças e adultos, resolveu nos visitar desde o dia 22 de outubro, como parte das atrações do "Ano da França no Brasil". A exposição está acontecendo na Oca - Parque do Ibirapuera, na zona oeste da cidade de São Paulo.

Antes mesmo de entrar na exposição de fato, é recebido por uma espécie de Paris em miniatura, com todo charme e delicadeza que só a cidade das luzes pode possuir. (Até mesmo o quiosque da Kibon está caracterizada!)

E a exposição de fato começa nas estrelas: logo depois da 'petit Paris' você é guiado por estrelas no chão. (a dica é seguir as estrelas e tornar o caminho mais divertido). O objetivo é que seja possível "entrar" no livro: cada capítulo é uma espécie de caixa. Várias são interativas, como a caixa do carneiro ou dos pássaros. Não vou contar aqui para não estragar as surpresas da visita.

O subsolo abriga histórias sobre o autor, mescladas com as fantasias da história, mostrando as semelhanças entre autor-e-obra; já o primeiro andar se foca mais na biografia de Antoine de Saint-Exupéry e todo o processo de criação do livro. Destaque para as edições de vários países (inclusive a capa com pequeno príncipe negro), desenhos, acervo histórico (jornais da época, cartas, fotografias, etc) e a pulseira original do autor, encontrada anos após seu sumiço.

E para fechar, o último andar possui um asteróide B-612 onde é possível subir, sentar, deitar, rolar (nós vimos crianças fazendo isso, ok?), olhar para um céu repleto de estrelas e dos planetas que o Pequeno Príncipe visitou e experimentar a sensação de assistir vários pores-de-sol.

Vá a exposição e se deixe cativar.
O Pequeno Príncipe na Oca
De 22 de outubro a 20 de dezembro
Oca, Parque do Ibirapuera - São Paulo
Avenida Pedro Alvares Cabral, sem número – Portão 3
De terça a sexta-feira, das 9 às 19 horas.
Finais de semana e feriados, das 10 às 20 horas.
A bilheteria fecha diariamente com uma hora de antecedência do término da visitação.
Ingresso: R$ 18 – Meia entrada: R$ 9
Entrada franca para menores de 3 anos, maiores de 60 anos, público especial e grupos de escolas públicas agendados.

- Mimis (com ajuda da Mah. Ela e a Cecí também foram à exposiçã)

PS. o post será editado futuramente, com imagens. São quase 23h e amanhã tenho aula (:

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Agora que eu já posso ir preso.

Não aconteceu nenhuma mágica, mas eu me senti diferente quando me olhei no espelho. Foi logo depois da meia noite. Eu não procurei o espelho esperando ver alguma diferente, mas vi. Agora eu sei que eu posso me rebelar. Posso dirigir, beber até beijar a boca do cachorro e fazer o que eu quiser. Posso furar toda e qualquer parte do meu corpo que me der na telha, me riscar, mesmo que a tinta fique em mim pela eternidade e me jogar do alto de um prédio qualquer. Vou arranjar um emprego, vou mudar de estado e adotar um gato. Talvez eu até consiga fazer certas coisas sem mostrar a minha carteira de identidade. Agora você me pergunta por quê. Agora eu sou maior de idade, oras! Eu posso mudar o mundo, porra!
Agora, você, pessoa que já passou dos dezoito – dias, meses, anos, não importa-, ou simplesmente é um menor de idade e tem algo na cabeça, não precisa me dizer que eu ainda continuo dependente da minha família e “que não é bem assim”. Eu preciso de um pouco de ilusão. Me deixa! Amanhã eu volto ao normal.
Detestei ter 17.

domingo, 1 de novembro de 2009

.

agora eu percebi a gama de coisas que eu poderia escrever nessa caixinha branca.
e apesar de todas essas possibilidades, de todas as divagações que poderiam começar aqui, eu acabo me limitando, afunilando. e percebo que só posso realmente escrever sobre aquilo que me deixa cada vez menos "eu" e ao mesmo tempo me caracteriza cada vez mais, sobre o que me muda. a música de death cab for cutie que insiste em não parar de ser ouvida, a música ruim que ocasionalmente fica grudada na rádio-cabeça. as histórias de ficção que me fazem viajar pra outro mundo, outros pra dentro do meu mundo. a série de tv que tem o ator bonitinho, o filme que me faz chorar. os amigos que eu escuto, os amigos que me escutam. as coisas clichê que eu falo, as coisas originais que eu penso que inventei.


me venho agora em mente que o funil tá com problema. que eu tenho muita coisa para falar, mas a solução pode ser mais simples do que parece: no final você pode simplesmente escrever sobre nada, como eu fiz.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Quer dizer,

É complicado quando depois de dezenas de tentativas, você percebe que não tem nada a dizer, ou sei lá, tem, mas não sabe como. Pra gente que não tem nada a dizer, eu recomendo que cale a boca. Pra quem apenas não sabe como dizer, eu recomendo música. Você nem precisa dizer nada. Só ouvir. Ouvir a si mesmo na voz de outra pessoa enquanto olha pro teto. É engraçado como uma pessoa pode dizer tanto, e tão bem de você, sem nem te conhecer.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Rock capitalista

Sabe aquele desejo consumista que vez ou outra vem te importunar? Às vezes é por algo inútil, útil, bonitinho, portátil, versátil... de qualquer modo, você quer, precisa, não conseguirá viver sem alguma coisa que você viu numa vitrine. Ou em um site.
Vagando por blogs descubro a coisa mais maravilhosa que uma banda já fez pelos seus fãs:

Um box do AC/DC, Backtracks, edição limitada. Em forma de amplificador que funciona mesmo! E com 3 CDs, 2 DVDs, um LP de raridades e um livro muito bem produzido de 164 páginas com imagens que marcaram a carreira da banda. O item de colecionador só pode ser encontrado na internet e custa R$833,69. (Fiquei sabendo no Figurama)

Até eu, que não sou uma grande fã, estou babando por um desses.
Aah, pronto desabafei (: me sinto muito melhor agora.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Aquele sobre a tara

Porque né, alguém precisa postar. E eu, que não escrevo nada há muito (muito) tempo, vou tentar. O assunto será o que me vier na cabeça neste exato momento. Ainda não veio nada. Pronto, agora sim. Eu sempre tive essas obsessões passageiras. De repente eu fico com uma fixação totalmente irracional (se é que existe fixação racional) por alguma coisa. Qualquer coisa. Um autor, um jogo, uma comida (aquelas duas semanas comendo casadinhos todos os dias não me fizeram bem), uma banda, um cantor, um cantor! Eirik Glambek Bøe. Eu ouço Kings of Convenience vinte e quatro horas por dia e não consigo parar de pensar nele. Vejo clipes no youtube e me derreto. Ele é uma delícia, e não me faz engordar como os casadinhos. Também tem o biscoito passatempo, que têm sido um problema (apenas para o meu pai). Eu sei que o meu pai me ama, porque ele nunca esquece o meu passatempo. Como em segundos. Espero que isso não me tire muitos dias de vida. Isso me faz pensar numa coisa. É nesse ponto que as obsessões podem ser fatais. Morro de curiosidade de fumar um cigarro, mas temo que um trago me deixe irremediavelmente viciado. Ou talvez siga a mesma linha dos meus outros vícios: Dá e passa. Nunca chego a nenhuma conclusão.
Não vou terminar esse texto perguntando “e aí, quais são as suas obsessões?”. Já perguntei, mas encarem como uma pergunta retórica.

sábado, 26 de setembro de 2009

Antônimo do fim;

Coube a minha sonolenta pessoa a tarefa de fazer valer as primeiras palavras deste site sem maiores pretensões(tem certeza?). Devo confessar que são 0h50 da madrugada, meu chá já esfriou e acho que irei dormir logo. Não esperem palavras magníficas no momento. Nem freqüentemente(eu gosto do trema, muitobemobrigada). Gostar de escrever não significa saber dominar bem as palavras... (e eu quase nunca chego à altura das expectativas, jáavisei.)

2³=8. E se você deitar o oito, consegue enxergar aquele simpático símbolo do infinito.

O que não deixa de ser algo poético, para quem quiser. Acho até que foi essa a justificativa para a escolha do nome, no fim das contas. Não me lembro bem. Oito membros. Um infinito de amizade (mas só se você for piegas. O Leon nunca diria isso, até onde eu sei). E quem sabe, muitas coisas para falar.

Um pouco de tudo. Muito de nada.
- Mimis

sábado, 15 de agosto de 2009

Testando

Testando 1,2,3.
Som, alô?!


Tem eco?